


Eu sou meu próprio inferno
Meu corpo se contorce
Entre picos de prazer e tristeza
A dor que eu sinto
Ninguém mais pode sentir
Eu sei que ela virá
Mesmo me pegando sempre de surpresa
Ela me consome meio que sem piedade
Me derruba no chão
Leva embora aquele último gemido
O último sorriso
Me cala mesmo que sem um por que
Sussurra maldades em meu ouvido
E quando meu dou conta
Meu corpo e alma não me pertencem mais
Já vazia, me corto
Mas não sangro
Grito, mas não ouço
Morro, mas continuo vivendo


